Gustavo Kuerten (10 de setembro de 1976), é natural de Florianopolis, SC. Conhecido no Brasil como Guga, apelido afetivo comum em para o prenome Gustavo, é o maior tenista masculino da história do país - o que é comprovado pelos números (títulos, rankings e premiações) de sua carreira.
Gustavo Kuerten teve a vida marcada por duas tragédias familiares. A primeira foi a morte do pai, jogador amador de tênis e incentivador da educação pelo esporte, que colaborava nos campeonatos como juiz de cadeira. Quando Guga tinha apenas 8 anos de idade, teve que enfrentar a morte do pai devido a um ataque cardíaco, enquanto arbitrava uma partida de juniores em Curitiba.
A segunda envolve o irmão caçula Guilherme Kuerten, que durante o nascimento sofreu de privação prolongada de oxigênio, causadora de dano cerebral irreversível e conseqüentes deficiências física e mental severas. Guilherme faleceu no dia 7 de novembro de 2007, vítima de parada cardiorrespiratória. Desde cedo Guga foi estreitamente ligado à luta diária do irmão, algo que incorporou em sua carreira de tenista: a cada jogo disputado a partir de 1998, Kuerten doava duzentos dolares à instituições de caridade; além disso, todos os troféus conquistados são dados para o irmão caçula.
Gustavo Kuerten começou a jogar tênis aos 6 anos, por incentivo paterno. Quando tinha 14, conheceu Larri Passos, seu técnico pelos 15 anos seguintes. Foi ele quem convenceu o jogador e sua família de que o jovem tenista tinha talento suficiente para se profissionalizar. Ambos - Kuerten e Larri - começaram a participar de torneios juniores no Brasil e no exterior. Em 1995 Kuerten tornou-se profissional.
Guga é torcedor do time de futebol Avai Futebol Clube de Florianopolis.
Carreira profissional
Seu primeiro grande feito foi ajudar o time brasileiro da Copa Davis a derrotar a equipe da Austria em 1996 e alcançar a primeira divisão da competição, o Grupo Mundial. Depois de dois anos como profissional, em 1997 Kuerten elevou-se à posição de jogador número 2 do Brasil, ficando classificado abaixo somente de Fernando Meligeni.
No mesmo ano, tornou-se o primeiro tenista masculino brasileiro a vencer um torneio em simples do Grans Slam, a série das quatro mais importantes competições de tênis do circuito profissional mundial. Antes dele, somente Maria Esther Bueno tinha vencido campeonatos nas simples (e também nas duplas femininas e duplas mistas), enquanto Thomaz Koch lograra êxito nas duplas mistas. Gustavo Kuerten, no entanto, trouxe o inédito título de simples de Roland Garros. Como conseqüência de sua inesperada vitória em 1997, uma vez que ao vencer o torneio o jogador não estava sequer entre os 50 melhores do mundo, Kuerten teve dificuldades no subseqüente ano e meio, ajustando-se à sua súbita fama e à pressão por vitórias. Na mídia e no crescente número de torcedores (além dos antigos, também novos, agora absorvidos pela chamada “gugamania”), havia clara pressão para que o jogador assumisse o posto de “embaixador” do tênis brasileiro. Isso ficou evidente depois de sua derrota nas rodadas preliminares para o então desconhecido Marat Safin na edição de 1998 de Roland Garros, quando equipes inteiras de jornalistas brasileiros enviadas a Paris para cobrir o evento retornaram imediatamente para casa, deixando o restante do evento sem qualquer cobertura no Brasil.
Os anos de 2000, quando terminou como número um, e de 2001, quando terminou como número dois, representaram o auge da carreira do tenista catarinense. Em ambos, Guga sagrou-se campeão de seu torneio predileto, Roland Garros, assim como venceu todos os grandes tenistas da época e alguns mitos, como Pete Sampras e Andre Agassi. No final de 2001, problemas fisicos o levaram a realizar no ano seguinte, a primeira de duas cirurgias no quadril direito e obrigaram-no a afastar-se do circuito por períodos demorados. No final daquele ano, bastavam três vitórias para que ele se sagrasse novamente como jogador número um, que não foram obtidas. Desde então, teve poucos resultados expressivos.
Os pontos característicos de seu jogo são os fortes golpes de fundo de quadra, em especial os de backhand paralelos e que passam rasantes junto à rede por terem pouco efeito top spin, bem como um serviço eficiente e potente, que lhe permite melhor controle do ponto. O grunhido emitido pelo tenista quando golpeia a bola é reconhecido por milhares de fãs mundo afora.
Mesmo jogando com muita seriedade, por vezes solicitou ajuda da torcida, especialmente em jogos da Copa Davis, assim como surpreendeu torcedores mundo afora, como por exemplo, quando atravessou a quadra durante o jogo do Aberto dos EUA de 1999, e foi cumprimentar o jogador adversário Cédric Pioline que suportou o jogo extremamente agressivo de Guga, e ainda conseguiu ganhar o ponto, e depois o jogo.
Em 2008, ele anunciou ser seu último ano como atleta profissional, e para isto, selecionou alguns torneios do qual guarda boas recordações para uma série de despedidas. Alguns dos torneios são Aberto do Brasil, os Masters Series de Miami, Monte Carlo, finalizando com seu torneio favorito, Roland Garros. Nos bastidores, luta também para ir aos Jogos Olimpicos de Pequim, pois como não tem pontuação suficiente no ranking, depende de convite para participar do evento.
Em 25 de maio de 2008 jogou no torneio de Roland Garros em Paris o seu ultimo jogo na carreira. Ao entrar, todos se depararam com aquele mesmo uniforme de 1997, azul e amarelo, relembrando o feito que o lançou no tênis internacional, a conquista de Roland Garros do mesmo ano. Antes mesmo da partida começar, estava muito emocionado. Salvou ainda no último set um match point a favor de Paul Henri Mathieu, levantando a torcida que ocupava praticamente todos os 15.166 lugares da quadra Philippe Chatrier, a quadra central. Mas no fim acabou perdendo por 3 sets a 0 (6/3, 6/4 e 6/2). Mesmo assim foi homenageado com um troféu com as camadas de uma quadra de saibro. Saiu de cabeça erguida, aplaudido.
Titulos Juvenil
Título por equipes: 1993 - Campeão Sul-Americano (Saibro)
Títulos em simples: 1993 - Campeão Mundial de 18 Anos (Sunshine Cup) (Saibro); 1993 - Campeão do Challenger de Campinas (Saibro); 1994 - Campeão de 3 Etapas do Circuito Cosat (Saibro); 1994 - Campeão Brasileiro de 18 Anos (Saibro); 1994 - Campeão da Copa Davis (Saibro); 1994 - Campeão do Torneio Satélite de Portugal (Saibro); 1994 - Campeão do Torneio Satélite da Colômbia (Saibro); 1994 - Vice-Campeão do Orange Bowl (Saibro)
Títulos em duplas: 1994 - Campeão de Roland Garros (Saibro); 1994 - Vice - Campeão do Orange Bowl (Saibro)
Titulos Profissional
Títulos em simples: 1996 - Campeão do Challenger de Campinas (Saibro); 1997 - Campeão do Challenger de Curitiba (Embratel Cup) (Saibro); 1997 - Campeão do Grand Slam de Roland Garros (França) (Saibro); 1997 - Vice-campeão do Master Series de Montreal (Canadá) (Rápida); 1997 - Vice-campeão do ATP Tour de Bolonha (Itália) (Saibro); 1998 - Campeão do ATP Tour de Palma de Mallorca (Espanha) (Saibro); 1998 - Campeão do ATP Tour de Stuttgart (Alemanha) (Saibro); 1999 - Campeão do Master Series de Monte Carlo (Mônaco) (Saibro); 1999 - Campeão do Master Series de Roma (Itália) (Saibro); 2000 - Campeão do ATP Tour de Santiago (Chile) (Saibro); 2000 - Campeão do ATP Tour de Santiago (Chile) (Saibro); 2000 - Vice-campeão do Master Series de Miami (EUA) (Rápida); 2000 - Vice-campeão do Master Series de Roma (Itália) (Saibro); 2000 - Campeão do Master Series de Hamburgo (Alemanha) (Saibro); 2000 - Campeão do Grand Slam de Roland Garros (França) (Saibro); 2000 - Campeão do ATP Tour de Indianápolis (EUA) (Rápida); 2000 - Campeão do Master Cup de Lisboa (Portugal) (Rápida); 2001 - Campeão do ATP Tour de Buenos Aires (Argentina) (Saibro); 2001 - Campeão do ATP Tour de Acapulco (México) (Saibro); 2001 - Campeão do Master Series de Monte Carlo (Mônaco) (Saibro); 2001 - Vice-campeão do Master Series de Roma (Itália) (Saibro); 2001 - Campeão do Grand Slam de Roland Garros (França) (Saibro); 2001 - Campeão do ATP Tour de Stuttgart (Alemanha) (Saibro); 2001 - Campeão do Master Series de Cincinnati (EUA) (Rápida); 2001 - Vice-campeão do ATP Tour de Indianápolis (EUA) (Rápida); 2002 - Campeão do ATP Tour Brasil Open na Bahia (Brasil) (Rápida); 2002 - Vice-campeão do ATP Tour de Lyon (França) - (Rápida); 2003 - Campeão do ATP Tour de Auckland (Nova Zelândia) (Rápida); 2003 - Vice-campeão do Master Series de Indian Wells (EUA) (Rápida); 2003 - Campeão do ATP Tour de São Petesburgo (Rússia) (Rápida); 2004 - Vice-campeão do ATP Tour de Viña Del Mar (Chile) (Saibro); 2004 - Campeão do ATP Tour Brasil Open na Bahia (Brasil) (Saibro)
Títulos em duplas: 1996 - Campeão do Challenger de Campinas (Saibro); 1997 - Campeão do ATP Tour de Santiago (Chile) (Saibro); 1996 - Campeão do ATP Tour de Bratislava (Rep. Eslovaca) (Saibro); 1996 - Campeão do ATP Tour de Punta Del Este (Uruguai) (Saibro); 1997 - Campeão do ATP Tour de Bolonha (Itália) (Saibro); 1997 - Campeão do ATP Tour de Estoril (Portugal) (Saibro); 1997 - Campeão do ATP Tour de Stuttgart (Alemanha) (Saibro); 2001 - Campeão do ATP Tour de Acapulco (México) (Saibro); 2002 - Vice-campeão do Master Series de Paris (França) (Rápida); 2002 - Vice-campeão do ATP Tour Brasil Open na Bahia (Brasil) (Rápida)
Outras conquistas e curiosidades
1º no ranking mundial de simples (43 Semanas) / 38º no ranking mundial de duplas (1997) / Carreira juvenil: 3º no ranking mundial de simples e 2º no ranking mundial de duplas / Saque mais veloz: 212 km/h (Gstaad, Suécia, 1999) / Melhor Tenista do Ano (2000) / 2º Melhor Tenista do Ano (2001) / Líder do ranking brasileiro em simples durante mais de 9 anos (de novembro de 1996 a fevereiro de 2005) / Melhor Tenista da América do Sul (1999, 2000 e 2001) / Melhor Atleta Brasileiro (1999, 2000, 2001) / Semifinalista da Copa Davis (2000) / Prêmio Catarinense do Século / Medalha Cruz do Mérito de São Paulo
Video: Despedida de Kuerten em Roland Garros 2008.
Links
Pagina oficial: http://guga.com
Instituto Guga Kuerten: http://www.igk.org.br

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